"– Não tem perigo que eu esteja lhe contando, disse-lhe gozando o fato dela não entendê-lo, porque estou contrariando o que sou, e ninguém pode denunciar o que os outros são, ninguém pode fazer sequer uso mental do que os outros são – Martin achou tanta graça em usar a palavra ‘mental’ que riu; era palavra estranha e vazia, e ele estava se caceteando um pouco. – Depois que eu acabar de falar, você me desconhecerá ainda mais: é sempre assim que acontece – quando a gente se revela, os outros começam a nos desconhecer”
(A maçã no escuro – Clarice Lispector)
Meu nome não é Luciana
Há 5 anos